No verão, quando o corpo fica mais à mostra, é natural que muitas mulheres passem a se incomodar mais com as estrias. De repente, elas parecem muito mais visíveis. E isso não é só impressão. Ainda que o calor não cause as marcas, o sol e a desidratação fazem com que as estrias “saltem aos olhos”. Como essas áreas não possuem melanócitos (células responsáveis pela pigmentação) elas não bronzeiam. A pele ao redor escurece e a estria permanece mais clara, criando um contraste que chama atenção.
Mesmo não sendo um problema de saúde, essas marcas mexem com a autoestima da mulher. A dermatologista Aniela Romanini explica que as estrias surgem quando as fibras de colágeno e elastina da pele se rompem em momentos de estiramento rápido como puberdade, gestação, ganho de peso, aumento acelerado de massa muscular ou até uso de certos medicamentos. “A genética também influencia bastante. Algumas peles são naturalmente mais suscetíveis”, aponta.
Por mais avançados que sejam os tratamentos atuais, a prevenção continua sendo uma aliada, especialmente no verão. Segundo a dermatologista, manter a pele hidratada, aumentar a ingestão de água e usar ativos como ácido hialurônico, ureia, ceramidas e manteiga de karité ajuda a preservar a elasticidade e reduzir o risco de novas marcas.
Mas quando as estrias já existem, a dermatologia moderna oferece soluções muito eficazes. O laser fracionado estimula intensamente o colágeno; o microagulhamento ajuda a remodelar as fibras; a radiofrequência microagulhada é excelente para estrias mais profundas; os peelings químicos uniformizam a superfície; e os bioestimuladores de colágeno, como Sculptra e Radiesse, fortalecem a pele de dentro para fora. Em muitos casos, combinar técnicas é o que garante o melhor resultado.
“Cada pele é única e responde de um jeito. O importante é escolher o tratamento certo para cada tipo de estria”, reforça Aniela. Com a abordagem adequada, é possível suavizar significativamente as marcas e conquistar uma pele mais uniforme no verão e ao longo de todo o ano. “O principal objetivo não é apagar histórias do corpo, mas devolver a confiança de se olhar no espelho e gostar do que vê”, finaliza.

