As temperaturas estão baixas em todo o sul do Brasil. E, nesta época, alguns problemas de pele podem aparecer. É comum ela ficar mais sensível, com toque áspero e maior ressecamento. Isso acontece porque o frio e a baixa umidade do ar afetam diretamente a hidratação e deixa a pele mais suscetível a danos e irritações.
De acordo com a dermatologista, Aniela Romanini, no frio, as glândulas sebáceas e sudoríparas ficam menos produtivas, o que causa a falta de lubrificação natural. Além disso, no inverno, o clima é mais seco, os banhos ficam mais quentes e as pessoas bebem menos água. “Tudo isso colabora para o ressecamento. Menos hidratada, a pele fica mais exposta a infecções e inflamações porque perde a camada de gordura protetora”, explica.
A dermatologista alerta que, para um bom processo de hidratação, é necessário avaliar as características de cada pessoa. “Existem tipos de peles diferentes. Antecedentes, idade e sexo também são fatores que devem ser considerados. Por exemplo, é importante avaliar as necessidades individuais, antecedentes alérgicos, já que as pessoas acometidas de bronquite, rinite e asma tendem a ter a pele mais ressecada ou sensível”, adverte.
Veja dicas para cuidar da pele no inverno
– Evitar banhos muito quentes e prolongados.
– Pessoas de pele seca devem evitar o uso de sabonetes nas pernas e braços.
– Evitar buchas vegetais, esponjas, cremes ou sabonetes de banho com grânulos.
– Não secar o rosto e o corpo com toalhas ásperas, para não remover ainda mais a camada de proteção natural.
– Preferir sabonetes glicerinados e hidratantes.
– Os esfoliantes podem ser usados de uma a duas vezes por mês, no máximo.
– Aplicar um bom hidratante corporal com produtos à base de ureia, ácido lático, ácido hialurônico, óleos vegetais, vitaminas e antioxidantes.
– Aplicar o hidratante preferencialmente ao sair do banho, com a pele levemente úmida.

