A Luz Intensa Pulsada (LIP) é uma das tecnologias mais populares e eficazes da dermatologia, pois pode ser utilizada para tratar uma variedade de condições de pele com um tempo de recuperação relativamente curto.
Ao contrário do laser, que emite uma única faixa de luz, a luz pulsada emite feixes em diferentes comprimentos de onda, permitindo que penetre em várias camadas da pele e trate múltiplas condições simultaneamente. A luz é absorvida pela melanina e pela hemoglobina, gerando calor. Esse calor destrói as células indesejadas sem danificar o tecido circundante. Por isso, o tratamento é eficaz na redução de manchas, melasma, acne, vasos sanguíneos dilatados e rosácea. Além disso, atua em linhas finas para rejuvenescimento e pode eliminar pelos indesejados.
Como o procedimento estimula a produção de melanina, é indicado para as estações do ano com menor incidência solar. A dermatologista Aniela Romanini explica que uma das principais recomendações no tratamento é evitar a exposição ao sol antes e depois das sessões. “Durante o inverno, ficamos menos expostos, o que reduz o risco de hiperpigmentação (manchas escuras) e queimaduras solares, além de permitir que a pele se recupere melhor”, considera.
Outro fator que colabora para o sucesso do procedimento é estar com a pele menos bronzeada. “A luz atua melhor quando a pele está mais clara, com maior contraste entre as imperfeições a serem tratadas, como manchas e pelos. No inverno, com a pele menos bronzeada, a eficácia do tratamento aumenta”, explica.
Embora o inverno seja o momento ideal para iniciar o tratamento com luz pulsada, é importante lembrar que os cuidados com a pele, como o uso de protetor solar, devem ser mantidos durante todo o ano. Além disso, a consulta com um dermatologista é fundamental para personalizar o tratamento de acordo com o tipo de pele e os objetivos de cada pessoa.

